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Mais um bom policial fora de combate

terça-feira, julho 22nd, 2008

Abaixo, uma nota do GIRO do Jornal O Popular, edição de 22/07/2008, sobre o Ten PMGO ALEXANDRE, policial dedicado e exemplar, no exercício de suas funções. Conheci esse oficial em Rio Verde, e também discutimos vários assuntos sobre instrutoria de armamento, que nossa área de instrução. Porém, o referido policial, esposo da também Ten PMGO ESTER LACERDA, veio a ter sua carreira prematuramente interrompida, devido a um tiro de um meliante. O tiro não foi em serviço, mas, segundo consta, na defesa de uma vítima de assalto que ocorria enquanto o oficial estava de passagem. Acredito, piamente, que a amputação da perna do Alexandre não o impedirá de contribuir com a formação de muitos policiais, seja como um teórico (coisa que o mesmo odeia), seja na parte do simples pensar e formar opiniões.

No hospital

O governador Alcides Rodrigues, visitou ontem o tenente Alexandre, que foi baleado e teve perna amputada. Alcides falou com a mulher do militar, Ester, e prometeu apoio à família.

Pra ver como a POLÍCIA anda sem moral, nesse nosso país.

domingo, julho 13th, 2008

Pra ver como a POLÍCIA anda sem moral, nesse nosso país… relato de um colega policial, de São Paulo, sobre os problemas no dia-a-dia bancário.

 

Fui à um agência bancária e parei antes da porta giratória. Eu  já estava com a funcional na mão. Aquela porta tem detector de metais. O vigilante chegou e “vou falar com o gerente pra ele autorizar o senhor a entrar”. “Ué, precisa disso ainda?”. “Precisa, senhor; norma do banco…”. “Tá bom, se o crachá dele vale mais que meu distintivo, vou esperar…”

 

Lá veio o gerente. “Pois não?”. “É o senhor que está me impedindo de entrar no banco?” – fui bem simpático, mostrando a carteira para ele.

 

“Não, senhor!”

 

“O vigilante disse que precisa da sua autorização para entrar…”

 

“É norma do banco…”

 

“É norma do banco impedir polícia de entrar. O ladrão enfia o cano na cara do vigilante e vocês deixam eles entrar. O polícia se identifica, e você impede a entrada… É isso?”

 

“Não, é que existe muita identidade falsa por aí…”

 

“O senhor, por acaso, é perito?”

 

“Não…”

 

“Tem treinamento especializado par definir se uma funcional é falsa?”

 

“Não…”

 

“Então, o senhor admite que pressupor que minha funcional seja falsa, tanto que não permitiu minha entrada sem antes vir verificar?”

 

E o povo olhando…

 

“Olha, eu não estou impedindo sua entrada. O senhor é que está complicando as coisas?”

 

“Eu estou complicando? Quem diz que eu não posso entrar, é o senhor. Quem suspeita da legitimidade da minha funcional é o senhor. E sou eu quem está complicando?Até onde eu sei, por mim, eu estaria lá dentro tranqüilo, pois sou policial, concursado, fé pública… Vocês pedem identificação dos ladrões também não é?”

 

“Olha, senhor, para resolver seu problema, eu vou pedir para que um caixa atenda o senhor preferencialmente e…”

 

“Não quero ser atendido em fila preferencial, quero entrar na agência, pagar minhas contas como qualquer pessoa. Tenho os mesmíssimos direitos que qualquer cidadão aqui e muitos deveres à mais!”

 

Por mim, teria “grampeado” ele ali mesmo e conduzido por, inicialmente, constrangimento ilegal. Mas preferi relevar… Só de imaginar passar horas na delegacia, depois ir ao fórum. Pensei, deixa pra próxima.

 

Então, eis que houve a próxima.

 

Outra agência do mesmo banco. Essa, mais perto de casa. Sempre entro pelo estacionamento, passo pelos vigilantes sem problemas. A maioria já me conhece. Só que, nesse dia, fui á pé. Estou eu lá na entrada, já com a funcional para me identificar. Quem me atendeu foi um rapaz do próprio banco. “Só um minuto, vou conversar com o gerente…”

 

“O quê? Você não vai me deixar entrar?”

 

“Não é isso, o gerente tem que autorizar…”

 

“Então o gerente não deixa polícia entrar, é isso…”

 

“Não senhor, é que…”

 

“Não; deixa quieto.”

 

Fui até minha casa, peguei o carro, voltei para o banco, estacionei no subsolo e passei pelos vigilantes conhecidos. No saguão do banco, passei pelo tal funcionário e pelo gerente. Cumprimentei e fui pra fila.

 

Cara de taxo foi pouco para os dois.

 

Ontem, dois policiais foram impedidos de entrar em uma casa noturna. De folga, foram se divertir (se bem que, cá pra nós, tem lugares que não são pra policiais, mas…).

 

O segurança “revistou” os policiais, mas não deixou entrar (segundo eles, se identificaram antes da revista). Até aí… Então, não foram autorizados a entrar com as armas. Teriam que preencher um formulário com os dados deles e das armas. Não concordaram. Começou uma discussão, chamaram a gerente. Irredutíveis: normas da casa.

 

Chamaram apoio. Quando a viatura chegou, constatou que os dois estavam CONFINADOS em uma sala, havia pelo menos 15 minutos. Foi de lá que ligaram, do celular, para nós.

 

O que fazer? Entendeu-se que houve constrangimento ilegal. Vamos todos para a delegacia? Nem tão na boa…

 

Todos os funcionários envolvidos foram indiciados.

 

Detalhe. Quem atendeu a ocorrência foi um delegado.

 

Dá pra entender a moral que a polícia tem?

 

Todo mundo entende muito mais de polícia do que os próprios policiais, é o grande problema. Cada vez que aparece algum “figurão” algemado todo mundo se arrepia. Algema é só para pobre.

 

O ministro da justiça disse que não tem nada disso. Ele disse que “se um dia aparecer uma lei que diz que uma classe pode ser algemada e outra não, ela será cumprida -  mas não durante o mandato dele…”. Ele mesmo disse que quem define se precisa usar algema ou não, é o policial. Mostrou na Globo.

 

Só que, aqui, quem manda é quem tem força política e isso significa, também, muito poder econômico e grande influência em várias esferas.

 

A nossa justiça é bombardeada por projetos que visam proteger a imagem desses criminosos. E esquecem que os crimes de colarinho preto também existem.

 

Aqui o criminoso pode esconder o rosto pra evitar constrangimento. E a vítima. Ah, direitos? E o direito da pessoa ofendida, como fica?

 

Sobre algemas, a mesma celeuma; acham agressivo, ofensivo. Mas o criminoso pensou se seria ofensivo atirar, ferir, agredir ou matar a vítima? Vamos respeitar o direito humano do criminoso.

 

Tudo essa briga porque, vira e mexe, tem ator, político, empresário, modelo-atriz-apresentadora (é mudou de nome…), jogador de futebol e religioso sendo preso por coisas bem esquisitas. Mas pra não ficar feio, mudam a lei. O direito individual sobre o coletivo…

Sobrevivência no Combate ao Crime

domingo, fevereiro 17th, 2008

O policial recém saído dos bancos acadêmicos encontra, com certeza, sérias dificuldades em seu dia a dia. O auxílio de policiais mais experientes é, sem dúvida, o remédio mais eficiente no combate a essas situações críticas. Porém, a principal atividade que poderá salvar sua vida nas ruas é o treinamento constante: físico, técnico e psicológico.

A rotina é a maior inimiga do policial e deve ser combatida diuturnamente. Um único momento de distração pode trazer conseqüências fatais e, para evitar isso, o policial deve encarar todas as ocorrências com a mesma atenção e profissionalismo.

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