Archive for the ‘Polícia Militar’ Category

Acidente durante uma abordagem policial

segunda-feira, setembro 8th, 2008

O ocorrido abaixo é uma preocupação que sempre deve permear o serviço policial… muitas vezes, atos impensados (ou até com boas intenções) devem ser milimetricamente planejados, ou mesmo ter uma desistência da ação. As consequências, às vezes, são insuportáveis, principalmente se a vítima for inocente. O caso abaixo, fica até difícil de explicar para a população em geral… não fiquei de acordo de como a notícia foi passada pra imprensa, até com os devidos ‘detalhes’ do erro procedimental.

JOVEM FICA FERIDO EM ABORDAGEM POLICIAL 

Fonte: http://www.dm.com.br/ultimas/cidades/99799,bjovem_fica_ferido_em_abordagem_policialb

 

Pedro Henrique Queiroz, 23, foi atingido por um tiro, na noite de ontem (08), no Jardim América, próximo ao Goiânia Shoping. O tiro teria sido disparado por um policial militar.

Segundo informações do Tenente Coronel Katayama, policiais militares atuavam em uma ocorrência de trânsito, quando o veículo Renault/Clio, do qual Pedro Henrique era passageiro, passou em alta velocidade e não obedeceu ao sinal de parada dos policiais.

Ainda segundo Katayama, um dos policiais atirou no chão com o intuito de atingir os pneus do carro. Mas, o tiro acertou a nuca de Pedro Henrique, que foi conduzido ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). O jovem foi transferido para a Clínica Santa Mônica, onde está em estado grave. A Polícia Militar está prestando assistência à família do rapaz e investiga o caso.

Fonte: Natalia Martins, do DM Online

PM é morto ao abordar ladrões de carga em rodovia (case)

terça-feira, setembro 2nd, 2008

Fonte: http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?226559

O policial militar Marcos Paulo Tulino foi morto a tiros quando atendia uma ocorrência de roubo de veículo, na madrugada desta segunda-feira, em uma rodovia da região de Campinas. Segundo a polícia, a PM foi chamada para atender uma denúncia feita pelo telefone 190, no trevo entre Limeira e Cosmópolis.

O policial chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu.

Os assaltantes tentavam fazer a remoção dos produtos roubados para outro caminhão, também roubado. Quando os policiais chegaram, foram recebidos a tiros pelos bandidos, que fugiram.

O caminhoneiro, que também ficou refém dos assaltantes, conseguiu fugir durante o tiroteio. Dois funcionários da escolta, que estavam desaparecidos, foram soltos em Monte Mor. Um deles foi baleado, mas não corre risco de morte. O outro policial militar que participou da abordagem não teve ferimentos.

A estimativa da Polícia Civil é de que foram disparados mais de 20 tiros de fuzil 762 contra a viatura. A arma é de uso exclusivo do Exército. O enterro do policial Marcos Paulo Tulino será às 17h no Cemitério da Saudade, em Americana.

Ocorrência para análise (case)

terça-feira, agosto 19th, 2008
Não era minha intenção trabalhar as notícias como fonte de análise - até porque temos que ter uma visão muito críticas sobre as mesmas, pois muitas vezes, não refletem o fato real, como um todo. Porém, fiquei sabendo que essa notícia abaixo é a mais próxima do que realmente aconteceu, e merece uma análise pela utilização de meios (notebook, msn…) por parte dos meliantes, a ser observado pelos policiais. No caso, eram policiais militares… mas isso é irrelevante, acredito. O policial, quando estiver na fiscalização rodoviária, deve, sempre observar as atitudes e a situação, INDEPENDENTEMENTE de quem seja o abordado, sempre mantendo a postura, educação e cortesia - e, não menos importante, a própria segurança do dispositivo de fiscalização. Não é porque o abordado identifica-se como agente de autoridade (de qualquer instituição, diga-se de passagem…) que deva ser liberado de pronto. Defendo a idéia que, sendo ele um cidadão de bem e um profissional de segurança pública, não tem nada a dever, ficando sempre à disposição de uma fiscalização do companheiro - lembrando sempre, com educação, cortesia e seriedade. 

 

 

PRF prende PM’s com cocaína e arma
PM pretendia levar 18 quilos de cocaína até Campo Grande; ele usava o MSN para contactar com o traficante
 

Fonte: http://www.progresso.com.br/not_view.php?not_id=37162

 

DOURADOS – A operação desencadeada pela Polícia Rodoviária Federal(PRF), base de Dourados, que começou na manhã de sábado e encerrou ontem, resultou na apreensão de armas ilegais e munições, cocaína, notebook usada para o tráfico, celulares, veículos e os PRF’s recuperaram ainda uma moto Honda Biz que foi furtada na noite de sábado no Parque dos Ipês. E o agravante nas prisões é o envolvimento de policiais militares de Ponta Porã e Rio de Janeiro.
“As nossas ações nessa operação, não se resumiu apenas nos postos de fiscalização. Mas sim numa ação volante em toda a extensão da rodovia federal que corta a fronteira”, destacou o inspetor Waldir Brasil da PRF-Dourados.
Com isso, as apreensões e prisões ocorridas mostram um histórico surpreendente com a prisão de policiais envolvidos com o tráfico na região da fronteira. E outra surpresa é que o tráfico agora usa a internet para se comunicar. Para isso, o notebook é uma arma a mais para o tráfico. Porém, o poder ofensivo dos PRF’s em Dourados e região dá mostra aos traficantes, com essas prisões, que os policiais estão atentos a todas as inovações do mundo do tráfico.
A primeira abordagem de sucesso aconteceu às 14 de sábado, entre Dourados e Ponta Porã. Aurélio Jorge Menezes de Freitas, de 32 anos, policial militar do Rio de Janeiro conduzia o veículo de placas KOP 0437 de Belfor Roxo/RJ.
Na vistoria do veículo, embaixo do banco, os policiais rodoviários federais encontraram uma pistola 9mm de fabricação argentina com dois carregadores. Além da arma, foram encontrados 178 cápsulas de munições para armas calibre 9mm, .40 e 380.
Questionado sobre o porte da arma e o proprietário, o policial militar Aurélio Jorge disse que estaria levando a arma para um ‘amigo’ no Rio de Janeiro. Perguntado o nome do amigo, ele não soube dizer e nem onde o encontraria. Ele foi autuado em flagrante por contrabando e porte ilegal de arma de fogo.
Porém, a surpresa maior dos policiais viria às 20h, ainda de sábado. Na abordagem ao veículo Ford Focus, placas CWQ 4282 de Dracena/SP, conduzido por Benedito Vieira da Silva, de 45 anos, policial militar aposentado que mora em Ponta Porã e tinha como acompanhante a sua esposa, foi descoberto, após uma minuciosa vistoria, um fundo falso. Ao abrirem esse compartimento, os PRF’s localizaram 18 quilos de cocaína distribuídos em vários tabletes.
Com a droga descoberta, os policiais apreenderam ainda um notebook com conexão para internet, dois aparelhos de celulares, U$ 570,00 e R$ 700,00.
Questionado pelos PRF’s o porque da conexão com a internet, o policial militar disse que foi orientado pelo traficante que o contratou a não usar os celulares e sim o notebook através do MSN, ‘é porque o celular está muito manjado’, disse o PM aos PRF’s.
Ele disse que foi contratado para pegar a droga em Ponta Porã e levá-la até Campo Grande onde receberia R$ 10 mil pelo trabalho.
E quase encerrando a operação, os policiais, às 3h50 de ontem, recuperaram a motocicleta Honda C100 Biz vermelha, placa HRT 4292 de Campo Grande/MS que havia sido furtada em frente ao Parque dos Ipês em Dourados.
E essa apreensão aconteceu no Posto Capey. O piloto da moto não obedeceu ordem de parada iniciando uma perseguição que não demorou a ser encerrada.
Apesar de estar numa situação totalmente desfavorável, o piloto da moto, abandonou-a às margens da rodovia e tentou fugir. Ele foi perseguido e preso. E mesmo detido, ele resistiu a prisão até chegar a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados.
Na DP, o piloto da moto foi identificado como sendo José Adriano Bogarim da Silva, de 27 anos, que mora no Jardim Cuiabazinho em Dourados. Ele é do Regime Semi-aberto onde cumpre pena por furto.

PMs novatos vão às ruas sem preparo, no RS

domingo, agosto 17th, 2008

Abaixo, uma notícia do jornal ZERO HORA que retirei do grupo POLICIAL-BR, postado pelo Cel BMRS R/R ALBERTO AFONSO, no qual o referido jornal traz uma reportagem-denúncia sobre o uso de alunos-soldados em serviço de policialmento ostensivo (SPO). Inclusive, ao final, é dado o contraponto de dois importantes protagonistas desta história.

Para mim, não vejo problema nenhum em aluno-policial participar do dia-a-dia do serviço - desde que ele esteja já com um mínimo de treinamento, e com TODOS os equipamentos de segurança (EPI), nos mesmos moldes do “policial mais experiente”, utilizando a expressão do Comandante-Geral, na reportagem. Inclusive, é uma ótima oportunidade de EDUCAÇÃO CONTINUADA no serviço policial, pois, após algumas experiências práticas, DEVE-SE reunir o alunado para a discussão das ocorrências em que se envolveram, através de um estudo de caso - coisa em que nenhuma polícia faz, Brasil afora… alguém se habilita a me dizer, se alguma polícia brasileira faz uso de CASES no seu treinamento?

 PMs novatos vão às ruas sem preparo

Alunos tiveram dois meses de curso e quase nenhum treino de tiro

Após assistir a aulas teóricas e disparar menos de duas dezenas de tiros, a maior parte dos 563 alunos do Curso Básico de Formação Policial Militar lotados em Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo e Montenegro recebeu coturno, fardamento, revólver e a seguinte orientação: – Caminhem de um lado para o outro, observem o que acontece e abordem quem estiver em atitude suspeita.

Sem coletes à prova de balas, aulas de abordagem ou treinamento físico e de defesa pessoal, esses alunos soldados, há apenas dois meses em curso, representariam um risco a eles mesmos e à população. O alerta parte do presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Leonel Lucas Lima.

– É um risco altíssimo que estamos correndo, porque esses alunos não têm a menor condição de fazer policiamento – diz Lucas.

Lucas revela a diferença entre o tratamento que recebeu em 1990, quando entrou na BM, e o que é dispensado aos novatos:

– Ingressei na corporação em 2 de março e concluí o curso no dia 2 de dezembro. Só fui para a rua fazer policiamento em outubro, e acompanhado de um oficial. A gente só ia para a rua depois de muito treinamento prático.

Desde que o curso se iniciou, os futuros policiais limitaram-se a assistir a aulas teóricas e de legislação. ZH entrevistou um dos futuros PMs, que se diz despreparado para atuar na rua.

– Se der uma ocorrência mais grave, não tenho a menor idéia do que fazer – conta o jovem.

Oficialmente, a ida dos alunos para o policiamento faz parte de um planejamento. Nos bastidores, porém, fala-se que a greve dos agentes penitenciários e o conseqüente deslocamento de cerca de 500 PMs para garantir a segurança de 18 prisões apressaram o ingresso dos recrutas no policiamento.

As dificuldades enfrentadas não se restringem à falta de coletes. Desde que foram chamados, no início de junho, os futuros policiais – a maioria do Interior – não receberam salário. Sem dinheiro para se alimentar e sem comida nos quartéis, parte dos alunos almoça e janta graças aos pratos feitos comprados pela Abamf.

De acordo com o comando da BM, o nome dos novatos foi incluído no quadro funcional da corporação na semana passada. A previsão é de que nos próximos dias uma folha salarial extra seja rodada para que salários sejam pagos.

carlos.etchichury@zerohora.com.br

CARLOS ETCHICHURY

Contrapontos
Coronel Paulo Roberto Mendes, comandante-geral da BM
Esses alunos têm uma programação pedagógica que inclui aulas teóricas e práticas. As aulas práticas são na rua, no policiamento ostensivo. Eles precisam passar por isso porque têm de exercitar. A BM não tem colete à prova de balas para todos, mas os alunos não são colocados em locais de risco. Eles devem trabalhar em conjunto com policiais experientes, o que faz parte do espírito da aprendizagem. Até pode estar sem o policial mais velho junto, desde que haja coordenação. O emprego deles na rua não tem relação com a greve no sistema prisional. Aluno tem de ter treinamento intenso. Não é como um colegial, que tem umas aulinhas fáceis. Em relação ao número de tiros que eles deram, é pouco. Mas a arma é a última alternativa. Ele escolheu uma profissão que não é rica, que é de dificuldades. Tem de saber disso.
Coronel Sérgio Pastl, diretor de Ensino da BM
Na semana passada, foi oficializado o ingresso deles no quadro do Estado. Uma folha suplementar deve ser rodada. É o que ocorre nestas circunstâncias. O emprego deles nas ruas estava planejado.

Jornalistas aprendem a ‘não atirar’ durante o curso de tiro defensivo da PM

sexta-feira, agosto 15th, 2008

Abaixo, uma notícia que achei relevante, que capturei do grupo de discussão policial-br@yahoogrupos.com.br, o qual já recomendei a vcs, muito bom. Peçam a inscrição, informando qual a força policial que vc pertence, e eles vão te confirmar (ou não, o q é raro) sua inscrição para participar deste grupo seleto de discussão do serviço policial. Temos Delegados, policiais militares, agentes PC, PF, PRF e Penitenciários, policiais americanos, entre outros. Façam um teste…

Fonte: SSP/SP – Noticias
Em uma iniciativa única, a Polícia Militar do Estado de São Paulo abriu, pela primeira vez, uma edição do curso de Tiro Defensivo de Preservação da Vida “Método Giraldi”, para jornalistas dos grandes meios de comunicação. Durante dois exaustivos dias, 22 profissionais da imprensa tiveram a oportunidade de conhecer o método de treinamento da PM, utilizado desde 1999, que ensina aos policiais as técnicas primordiais a serem utilizadas em confrontos e situações de estresse.
“Agora eu entendo”. Ou “se eu soubesse que era assim, teria feito aquela matéria de outra forma”. E também: “Mudei minha visão sobre a polícia; agora eu os vejo como gente”. Esses foram alguns dos relatos de jornalistas ao final do curso de Tiro Defensivo de Preservação da Vida “Método Giraldi”, realizado nos dias 06 e 07 de agosto, no Centro de Formação de Soldados (CFSd), em Pirituba. A breve experiência vivida por 22 profissionais que atuam na Capital e no Interior foi suficiente para dissolver alguns estereótipos e dar a eles novas esperanças sobre os rumos da polícia. A proximidade com os policiais militares instrutores do curso, o contato com o coronel da reserva Nilson Giraldi (autor do método), e, principalmente, a prática do método com armas e munições, que lida diretamente com o emocional de quem está atuando, foram razões para tantas mudanças.

“Ué, não era curso de tiro?”
Antes de manusear as armas e iniciar as aulas práticas esperadas ansiosamente por todos, tivemos uma introdução dos conceitos do “Método Giraldi”, conduzida pelo coronel Eliziário Ferreira Barbosa, comandante da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, e um dos principais instrutores do curso. Ele explicou que o método, na verdade, é “uma doutrina da atuação armada da polícia e do policial, com a finalidade de proteger a sociedade e a si próprio”. Em suma: é um modo de solucionar (sempre que possível) qualquer ocorrência por meio de verbalização, sem o uso da força e sem colocar em risco a vida e a integridade física das pessoas.
Trata-se de uma mudança de cultura. Nas palavras do coronel Eliziário, aliás, várias ‘mudanças de cultura’: de uma cultura de onde tudo é resolvido com “invasão”, tiros e bombas para uma cultura de “negociação”; de uma cultura de disparar contra pessoas em atitude suspeita para uma cultura de “verbalização”; de uma cultura do uso da arma de fogo para segurança do Estado para uma cultura do uso da arma de fogo para a segurança do cidadão.
Em princípio, o método pareceu muito eficaz. Porém, restava a dúvida de como seria aplicado à realidade e de como instruções tão simples poderiam ser tão determinantes para uma mudança de postura do policial. Dúvida essa que só seria esclarecida algum tempo depois. Após as explanações do coronel, seguimos do Quartel do Comando Geral da PM, no Bom Retiro, para o Centro de Formação de Soldados, em Pirituba, na zona oeste da Capital.

Do gravador à pistola
Assim que chegamos ao Centro de Formação de Soldados (CFSd) – órgão da PM responsável pela formação do futuro profissional de polícia ostensiva e fiscalização técnica dos demais órgãos formadores do Estado de São Paulo, fomos apresentados ao nosso novo instrumento de trabalho (apenas durante os dois dias do curso, é claro): a pistola .40. A arma foi adotada pela PM e, em breve, deve substituir os revólveres de calibre 38 em todo o quadro da corporação.
Cerca de 30 instrutores oficiais da Polícia Militar de todo o Estado, que atuam em diferentes grupamentos e unidades, nos receberam da forma como um anfitrião acolhe um visitante em sua casa. Com toda a atenção e cuidado que mereciam 22 jornalistas que haviam tido pouco ou nenhum contato com a arma, os instrutores explicaram todo o funcionamento técnico e prático da pistola .40.
Explicaram também o porquê da sua adoção pela PM: o projétil desta arma, em especial o expansivo, tem poder de parada. Isso significa que, ao atingir o corpo humano, o projétil imobiliza de imediato o agressor e sua ação perigosa contra a vítima. Ele é necessário porque, nos casos em que a munição não tem esse poder, como os calibres 38, 380 e 9 mm, o agressor pode ignorar o tiro no momento em que recebê-lo e continuar sua ação, sentindo seus efeitos momentos depois.
Os instrutores lembraram que o mesmo cuidado dedicado aos jornalistas é oferecido aos policiais que participam do curso e que, inclusive, o respeito e a consideração são qualidades exigidas para o cargo. Mais tarde, o autor do método nos diria que o professor não está lidando com ‘policiais’, mas com ‘homens policiais’, ‘mulheres policiais’ e, acima de tudo, com ’seres humanos policiais’. “Ser humano é substantivo; policial é adjetivo”, ensina o coronel Giraldi.
Após entender e dominar (tomadas as devidas proporções) o instrumento de trabalho, iniciamos as aulas práticas de tiro em um alvo retangular, com o objetivo de centralizar os disparos.
Então começamos uma seqüência de quase 100 tiros para cada um dos aprendizes, nas mais variadas posições e distâncias: de pé, ajoelhado, deitado, inclinado, com uma mão só. Ao final do primeiro dia, braços e pernas cansados, cotovelos ralados, algumas das mãos machucadas pela falta de intimidade com as armas e alvos peneirados pelos jornalistas atiradores. A interiorização e o entendimento do método, entretanto, ficariam para o dia seguinte.

Prazer: Método Giraldi
O segundo e último dia do curso para jornalistas nos reservava muitas surpresas. Logo pela manhã, conhecemos a Pista Policial de Instrução (PPI). Semelhante a um labirinto, com paredes, cômodos e janelas, é um espaço utilizado para a simulação de situações reais, como ocorrências de roubo, seqüestro, entre outras, atendidas diariamente pela polícia. Os alvos, classificados como “amigos”, “neutros” e “agressores”, são devidamente caracterizados como seres humanos, e, às vezes, móveis. Essa mobilidade é o que mais mexe com o emocional do ser humano. E nós, jornalistas, sentimos na pele a dificuldade. Em fração de segundos, uma pessoa que parece desarmada saca um revólver e aponta para o policial, que deve estar preparado para se defender (e atirar se necessário).
Dentro da PPI, os instrutores comandam uma teatralização da realidade, conversando com os alvos. E nós tivemos que fazer o mesmo. Verbalizar mandamento principal do método com os alvos (de trás, os instrutores incorporam os alvos e estabelecem o diálogo), para definir se são amigos (policiais), neutros (inocentes) ou agressores. No entanto, mesmo um agressor não deve ser tratado de qualquer forma. O policial deve atirar sob a única e predominante condição de o agressor estar com a arma apontada contra ele. Só. Caso contrário, nada de tiro. Dedo fora do gatilho e conversa. Muita conversa.
Em casos de seqüestros com refém, por exemplo, também simulados no treinamento, a única orientação é negociar. “Atirador de elite não funciona, a história já mostrou isso. Somente em casos excepcionais. A nossa forma de atuar se baseia na negociação”, explica Giraldi. “Temos que negociar uma hora, duas horas, 20 horas, uma semana, um mês se preciso. Mas nunca atirar. O policial tem que pensar que a pessoa que está ali com o agressor é sua filha, sua mulher, sua mãe. Ela não pode morrer.”
O coronel Eliziário, principal instrutor do método, passou por uma situação como essas e foi exaltado por Giraldi. Segundo ele, o comandante da Polícia Rodoviária é o recordista em tempo de negociação com seqüestradores: em Campinas, passou 54 horas conversando e conseguiu, ao final, prender duas pessoas e liberar três reféns.
O coronel Giraldi lembrou que a idéia de atirar em braços e pernas não passa de utopia. “As pessoas que julgam ser isso possível é porque não têm a mínima idéia do que seja um confronto armado, onde a morte está sempre presente. Nesses casos, não há tempo nem condições de o policial escolher pontos de acerto no agressor; dispara na direção da sua silhueta e esse disparo não tem como finalidade matar o agressor, mas tentar fazer cessar sua ação de morte contra a vítima”, conta. A morte pode até ocorrer, mas o disparo do policial não tem essa finalidade.
Passada a primeira fase, chega a hora da parte prática, o ‘grand finale’: a Pista Policial de Aplicação (PPA). Nela, que é uma espécie de avaliação, o aluno passa pela pista sem saber o que vai encontrar pela frente e vive a situação que beira a realidade, em um ambiente de total estresse. Para mim, o estresse foi agravado pela chuva que apertou ainda mais no momento da minha entrada na PPA. Saldo pessoal: dois inocentes mortos. Um assassinado por mim, que não tive a frieza necessária quando vi o alvo surgindo de repente, e outro… Bem… Eu também morri! Demorei muito para reagir em outra situação, me expus, e teria sido baleado pelo agressor se não estivesse no campo de treinamento. “É assim mesmo, a gente erra aqui pra não errar lá fora. Nosso lema é: deixo meu suor no campo de treinamento para não deixar meu sangue e minha liberdade no campo de trabalho”, disse um dos instrutores para me consolar.

A família Giraldi
Enquanto aguardava a minha vez de entrar na Pista de Aplicação, eis que surgiu o grande personagem de minha matéria e, porque não, da mudança de cultura da Polícia Militar: o coronel Giraldi. Ao chegar, Giraldi foi recebido pelos instrutores do curso com muito carinho, quase sempre com um beijo no rosto. Estranho para policiais militares, que têm por tradição a austeridade e a formalidade. “Trato eles como meus filhos e sei que é recíproco. Eles têm muito respeito pelo que eu represento e pelo método que eu criei. Somos mesmo uma grande família”, afirma.
Após o encerramento das atividades, o coronel nos deu uma palestra explicativa sobre os fundamentos do método desenvolvido por ele. Contou que é todo baseado na neurociência, no comportamento do ser humano. E, por isso, tem resultado tão positivo. Segundo Giraldi, quando aplicado, “o método reduz em 95% a morte de policiais em serviço, em 100% a morte de inocentes provocadas por policiais em serviço e também daquelas contra as quais não há necessidade de disparos (agressores)”. Em 1999, por exemplo, ainda sem o método, 317 policiais militares foram assassinados na PMESP, em serviço. Projeções da época davam conta de que, a continuar como estava, em 2005 seriam em torno de 400.
O início da implantação ocorreu justamente no ano de 1999 e, embora os confrontos armados tenham dobrado no período, em 2005 foram assassinados “apenas” 15. “Ainda é um absurdo. O índice aceitável é zero. Afinal, ninguém entra na polícia para morrer”.
Giraldi explicou que um dos principais incentivos para a criação de um novo método foi a falta de aplicabilidade do que era adotado até então pela PM. “O treinamento dado na polícia era importado das Forças Armadas. Essa instrução é muito boa para os integrantes das Forças Armadas, mas não serve para os policiais. Sua finalidade é destruir o inimigo; se possível, no momento em que ele menos espera”, explica ele, que gosta de dizer que a polícia não tem inimigo; quem tem inimigo é a sociedade. Cabe à polícia defendê-la, sempre que possível, sem o uso da força.
O método faz parte da grade curricular de formação de soldados e oficiais, na PM de São Paulo, desde 2002, além de ser reconhecido e indicado pela Cruz Vermelha internacional.
É aplicado também em vários estados do Brasil, além de já ter sido difundido no México e Peru, e transmitido, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), às polícias Civil e Militar de vários Estados, assim como à Polícia Federal e Rodoviária Federal. Também é aplicado para todos os policiais do Estado por meio de um estágio de aperfeiçoamento. A carga horária e a intensidade dos treinamentos de tiro defensivo oferecidas aos policiais são, por motivos óbvios, bem superiores às disponibilizadas a nós jornalistas.
“Uma polícia é conseqüência do seu treinamento. Treinamento não é gasto, é investimento”. Essas palavras são repetidas exaustivamente por Giraldi, que garante que a modificação na metodologia pode resultar em uma mudança estrutural da corporação. O método é direcionado, especialmente, a quem está na ponta da linha, cuidando do policiamento ostensivo e tendo contato direto com a população. É através desse policial que a sociedade julga a corporação à qual ele pertence, e não pelo que ela tem ou executa na retaguarda. “O policial fardado, nas ruas, é o Estado materializado, servindo e protegendo a sociedade. Investir nele é investir no Estado, na sociedade e na própria polícia”, conclui Giraldi.

CD PROFISSÃO CORAGEM - Sargento Lago

segunda-feira, agosto 11th, 2008

As emoções da rotina policial são retratadas em suas canções. Ao completar 27 anos na Polícia Militar paulista, Sargento Lago - que trabalha na comunicação social - lança o CD “Profissão Coragem“, que presta tributo aos profissionais da segurança.

É o terceiro álbum do PM cantor, em produção independente, que contou com as participações de Dominguinhos “Somos a Polícia Militar”; Benito di Paula “Demodê”; Jair Rodrigues “Brasil - Homenagem a Geraldo Vandré“; Planta e Raiz “Sou Gambé” entre outros.

A canção título do CD, “Profissão Coragem“, provocou reações elogiosas de policiais militares, civis, guardas municipais entre outros.

Outra música que fez bastante sucesso, antes mesmo do CD ser lançado é “PM Boa de Bola“.

Se você está cansado das críticas que fazem a polícia, precisa ouvir o CD Profissão Coragem.
Contato do Sargento Lago: 11 – 8259 1412

Mais informações sobre vendas de CD e shows: www.sargentolago.com.br

Análise de ocorrência com morte de policial

quarta-feira, julho 30th, 2008

Algumas ocorrências policiais merecem destaque pela análise dos fatos. Atualmente, estou ministrando, pelo DPRF, as disciplinas relacionadas com os Direitos Humanos e Cidadania, após trabalhar quase 6 anos com armamento e tiro (armas longas, especificamente) e abordagem. Mas a mudança de disciplina não influiu no meu raciocínio operacional - até porque, abordagem e direitos humanos, por exemplo, tem tudo a ver. Estão enganados aqueles que pensam que os direitos humanos são dissociados do exercício pleno da autoridade policial, ou que não dá pra exercer esta, sem ferir aquela. Ledo engano. O bom policial usa a força (na medida certa), sua autoridade (na hora certa), e propõe medidas restritivas (principalmente, com a pessoa certa), com toda a paz na consciência, fiquem com esta certeza.

Então, defendo sempre os direitos humanos devidamente aplicados com o uso da força coercitiva estatal, que é nossa atribuição como policial. Quem não concordar com isso, penso que deva abandonar a Força de segurança pública a que pertence, acredito. Inclusive, deve-se inovar o raciocínio de direitos humanos sob duas novas abordagens: aprimorar as ferramentas e utensílios do exercício da força, para que elas fiquem sempre coadunadas com os direitos humanos básicos e que surjam (cada vez mais, sempre) policiais que defendam seus PRÓPRIOS direitos humanos.

Neste raciocínio, polemizo ao defender o uso da contenção em ocorrências policiais, mediante algemas, considerando que isto é o ideal , para que a restrição de liberdade (ato extremo, porém legítimo) torne-se instrumento de proteção e defesa do cidadão detido e da própria sociedade, tendo como efeito subsidiário a manutenção das condições seguras da guarnição policial envolvida na ocorrência. Sei que não é ponto pacífico o assunto, e esse raciocínio é bastante polêmico, mas merece uma boa observação, seja técnica ou jurídica, pois algumas ocorrências, conforme exemplo abaixo, podem ter um desenrolar trágico, se não forem tomadas medidas corretas de procedimento. Daí, resultam-se prejuízos irreparáveis, bem como a assunção, mesmo que subliminar, das instituições policiais (e, nesta ocorrência específica) e de saúde pública.

 

Homem reage à prisão, mata policial, e morre em Orizona- Goiás

Fonte: http://v5.dm.com.br/ultimas/92253

O policial militar Rui Barbosa e Juarez Câmara de Oliveira morreram ontem (29) em ação da PM, em Orizona, a 139 km de Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, Juarez era um ex-assentado do Movimento dos Sem-Terra, que teve problemas com vizinhos e começou a vagar por pastos das fazendas da região. Em uma das propriedades ele foi visto pelo proprietário quando acertava pedras no gado. A polícia foi chamada para conter a ação.

Com a chegada da PM à fazenda, Juarez começou a apedrejar os policiais, mas foi preso logo em seguida. Segundo informações da Polícia Militar, Juarez foi preso e colocado no banco da frente da viatura, e no momento que seria levado para o banco de trás, pegou a arma de Rui e atirou no oficial. Após matar o policial, Juarez atingiu um segundo oficial no ombro, e um terceiro na barriga. O quarto policial sacou sua arma e efetuou disparo contra Juarez, que morreu no local.

O policial atingido na barriga, identificado apenas como Cabo Marcos, foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), o oficial atingido na perna está no Hospital de Orizona.

Polícia do Rio matou 47% mais que em 2006, diz ISP

sexta-feira, julho 25th, 2008

Polícia do Rio matou 47% mais que em 2006, diz ISP

Fonte: Notícia UOL

Entre janeiro e maio deste ano, a polícia fluminense matou 649 pessoas em supostos confrontos - os chamados autos de resistência -, segundo divulgou hoje o Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Segurança do Estado. Esse número é 47,16% maior que o número de mortos nos cinco primeiros meses de 2006, último ano do governo Rosinha Garotinho (PMDB). Em 2007, primeiro ano do governo Sérgio Cabral (PMDB), foram 586 mortos - 10,75% de aumento esse ano em comparação ao mesmo período. De abril para maio, o crescimento foi de 144 para 147, ou 2,98%.

“Esse aumento é o resultado direto da política que estimula o assassinato. Quando os responsáveis pela política de segurança dizem que o número de mortes é um estresse necessário, as forças policiais se sentem à vontade para cometer abusos. É uma carta branca que eles têm para atirar primeiro e perguntar depois”, diz o cientista social Geraldo Tadeu Monteiro, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS).

Entre os crimes que registraram maior aumento porcentual, quando comparados ao mesmo período do ano anterior, estão extorsão (com mais 28,9%, ou 158 casos), latrocínio (20,8%, ou 15 vítimas) e roubo a transeunte ( 18,5%, ou 4.321 casos). Já entre os delitos que tiveram maior redução porcentual estão roubo a residência (com menos 19,1%, ou 132 casos), roubo de veículo (18,2%, ou 2.638 casos), estupro (9,5%, ou 57 vítimas), homicídio doloso (menos 9,25%, ou 219 vítimas).

O levantamento do ISP mostrou ainda a queda da chamada atividade policial. Houve menos apreensões de drogas nos primeiros cinco meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2007 (menos 6,2%, ou 272 registros), menos apreensões de adolescentes infratores (6,3%, ou 51 registros), e menos armas apreendidas (11%, ou 531 registros). Houve aumento dos cumprimentos de mandados de prisão (10,3%, ou 422 mandados) e de prisões em flagrante (0,9%, ou 58 registros).

Clarissa Thomé

Exemplo de como funciona a polícia americana

sexta-feira, julho 25th, 2008

Convido a todos os policiais a conhecerem o POLICIAL-BR, um fórum policial que congrega profissionais da segurança pública brasileira e internacional, e que está aberto a todos os policiais interessados, através de pedido de cadastramento, pelo e-mail policial-br@yahoogrupos.com.br.

Neste fórum, destaco uma situação que achei interessante compartilhar no blog, que foi a discussão abaixo, e vou postá-la integralmente, aqui. O PRF ITALO fez a seguinte pergunta para ANDRE BELOTTO, brasileiro natualizado norte-americo e policial da LAPD (Los Angeles Police Departament):

“O colega de Los Angeles podia informar como é o sistema de mandados de prisão nos EUA (nacional, estadual ou municipal) e se há algum entrave para cumprir uma prisão de um foragido de localidade distante. Por fim (já que peço tão pouco…), podia tentar esclarecer se demora e como se dá a transferência desses presos foragidos capturados em outras localidades que não as da expedição dos mandados”.

Daí, BELOTTO respondeu (não fiz nenhuma correção gramatical):

Vou explicar o sistema do começo ao fim, para ficar mais fácil de entender.

Vamos usar o crime de assalto armado.  Os detetives da minha delegacia estão investigando um assalto armado que teve ocorrência na nossa área de responsabilidade.  Eles identificam o suspeito depois de entrevistar a vitima e testemunhas, e analisar provas físicas, biológicas, etc.  Eles apresentam o caso para o promotor do condado, que registra um processo criminal de assalto armado contra o suspeito “João Bandido” por violar a lei penal do estado da California que proibe assalto armado.

O promotor entao apresenta o caso para um dos varios juizes da corte criminal local, e o juiz emite um mandado de prisao contra João Bandido.  Dependendo da seriedade do crime, ficha criminosa de João, o juiz decide o valor da fianca que vai ser ligada com o mandado.  Assalto armado geralmente leve uma fianca de US$ 100.000 aqui em Los Angeles.  Depois da assinatura do juiz no mandado, a secretaria do juiz digita a informacao do mandado no sistema de mandados judiciais.  O mandado contra João Bandido sera divulgado no sistema de mandados judiciais do condado, do estado da California, e do sistema federal.

Digamos que João Bandido e’ parado por uma infracao de transito na cidade de Nova Iorque, no estado de Nova Iorque.  O policial faz um inquerito no computador da sua viatura com o nome João Bandido, e dentro de 5 segundos, o computador da viatura em Nova Iorque assessa o banco de dados da cidade de Nova Iorque, do estado de Nova Iorque, e do governo federal.  O policial da NYPD entao recebe informacao que João e procurado pela LAPD por assalto armado.  Ele e’ preso pelo policial da NYPD, mas nao por assalto armado, pois o crime ocorreu na California contra o codigo penal daquele estado.  Mas como existe uma ordem de prisao contra João, ele e’ preso em Nova Iorque como foragido da justica do estado da California.  Foragido preso em outro estado nao tem direito a fianca.

Dentro de 48 horas, o detetive da LAPD e’ informado que João Bandido esta na cadeia em Nova Iorque.  Ele entra em contato com o promotor e informa ele ou ela da prisao de João.  O promotor entao pede um mandado de extradicao contra João para o promotor do estado da California, que representa o governador.  O mandado e’ despachado para o promotor publico da cidade de Nova Iorque, que apresenta o mesmo na audiencia do João na corte criminal de Nova Iorque.  O João tem duas opcoes:  1) concordar em voltar para Los Angeles e responder processo criminal por assalto armado, ou 2) nao concordar em voltar.  Neste caso o juiz de Nova Iorque examina o mandado de prisao da California e decreta que João seja extraditado de volta para Los Angeles.

O detetive encarregado do caso entao pega o proximo voo para Nova Iorque e vai buscar o João Bandido.  João e’ precessado na cadeia da minha delegacia e dentro de 48 horas e’ apresentado ao juiz para uma audiencia preliminar.  Nesta audiencia o João responde como “culpado” ou “nao-culpado.”  Se ele responde como culpado, ele voltara para a corte dentro de 30 dias para receber a sentenca.  Se ele responde nao-culpado, ele vai ser apresentado na corte dentro de 60 dias para seu julgamento.

Outro detalhe, como João foi extraditado para a California, o promotor de Nova Iorque vai retirar a queixa criminal contra João em Nova Iorque por ser foragido de outro estado.  O sistema funciona melhor assim.

Este foi uma exemplo de mandados de prisao entre estados.  A maioria dos mandados que nos servimos no dia a dia sao mandados locais contra criminosos locais.
Abracos.

Andre’ Belotto
Los Angeles, CA

P.S.  Agora, se passou um ano e ninguem achou o João Bandido, o detetive passa a informacao para a FBI em Los Angeles, e o agente da FBI apresenta o caso para o promotor federal.  Se o caso for suficientemente serio (assalto armado, homicidio, crime sexual, sequestro, etc.) o promotor federal prepara um mandado federal contra João Bandido pelo crime federal de “foragido inter-estadual com intencao de fugir de processo criminal.”  Agora, a responsabilidade de achar João Bandido, em qualquer parte do mundo, e’ da FBI.  Quando for achado (mais cedo ou mais tarde, todos eles sao encontrados) João vai responder ação criminal na corte federal, e depois sera devolvido para  Los Angeles.

Lei seca não pega nas 5 capitais campeãs de mortes no trânsito

quarta-feira, julho 23rd, 2008

Lei seca não pega nas 5 capitais campeãs de mortes no trânsito

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2307200810.htm

RICARDO SANGIOVANNI

A lei seca ainda não pegou nas cinco capitais brasileiras campeãs nas taxas de mortalidade no trânsito. Em duas delas, não há bafômetros. Nas outras, as blitze, quando ocorrem, são tímidas. O problema se reflete nos índices de acidentes após a lei, que se mantiveram -ou até aumentaram- na maior parte dos casos.
“A fiscalização é fundamental. O simples fato de ter uma lei não vai enquadrar as pessoas”, diz o professor da USP Jaime Waisman, especialista em transporte urbano.
Porto Velho (RO), Macapá (AP), Palmas (TO), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS) registraram, em 2006, de 26 a 29 mortos no trânsito a cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. São índices próximos aos das cidades africanas, que em 2004 tiveram média de 28,3 mortos -considerada alarmante pela Organização Mundial da Saúde.
Na semana passada, o ministério informou que caíram em 24% as operações de resgate no país nos primeiros 20 dias após a nova lei, que entrou em vigor em 20 de junho. Foram levados em conta apenas 14 das 144 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. As capitais campeãs em mortes não estão na lista.
Sem bafômetro, a Polícia Militar do Amapá ainda não iniciou operações em Macapá. Mesmo assim, nas duas primeiras semanas da nova regra, os acidentes de trânsito chegaram a cair 32%, de acordo com os dados da própria PM.

“A coisa desandou”

“Mas aí os motoristas descobriram que ainda estávamos sem bafômetros, e a coisa desandou. Voltaram a beber e os acidentes aumentaram 40%”, conta o capitão Jones Silva, da companhia de trânsito.
Também não há bafômetros nem blitze em Palmas. O número de acidentes aumentou levemente em relação ao ano passado -276 contra 272, entre 20 de junho e 10 de julho.
Em Campo Grande, há apenas um bafômetro -a frota é de 311 mil veículos. A PM diz que tem feito ações em regiões próximas a bares, mesmo sem o aparelho -desde o início da lei, 35 pessoas já perderam a carteira e 16 foram presas. Quando a polícia não tem bafômetro, a lei permite multar e até prender pela aferição por meio de sinais notórios de embriaguez, por peritos ou policiais.
Em Porto Velho, há dois bafômetros -que “resolvem”, segundo o major Neil Gonzaga. Os números de multas (23) e de acidentes (13,2 por dia) se mantiveram desde o início da lei. Das cinco, Cuiabá é a que tem mais bafômetros: três. Mas só ficaram disponíveis nesta semana. As blitze, diz a PM, começam neste fim de semana. Em junho, houve 382 acidentes, contra 323 nos primeiros 20 dias de julho.

Mais bafômetros serão comprados, afirmam polícias

Novos bafômetros estão sendo adquiridos e devem ser entregues de agosto a dezembro, informaram os comandos da Polícia Militar de quatro das cinco capitais.
A PM em Porto Velho (RO) é a única que não tem previsão para comprar novos bafômetros -há dois. A polícia espera o conserto de outros dois nas próximas semanas.
Sem bafômetros, Macapá (AP) deve receber dez novos aparelhos em agosto.
O mesmo ocorrerá no Tocantins, diz a PM local -serão 20 novos bafômetros nos próximos 40 dias. Seis ficarão em Palmas. Em todo o Estado, há dois aparelhos. Em Cuiabá (MT), dez bafômetros estão sendo adquiridos. A PM diz não ter iniciado as blitze para dar prazo de adaptação aos motoristas.
Em Campo Grande (MS), a PM diz que oito bafômetros, em fase de compra, serão entregues até o fim do ano.
A PM de Mato Grosso do Sul diz que não deixa de fazer blitze, mesmo tendo só um aparelho. Houve redução de 20% nos acidentes e de 30% nos atendimentos do Samu.