Artigo sobre liderança profissional

setembro 4th, 2008

Abaixo, um artigo interessante, que trata da idéia de liderança profissional, e aquilo que o militarismo sempre indica: O EXEMPLO ARRASTA… Numa instituição policial, a LIDERANÇA deve ser tudo, pois é a base do respeito, da hierarquia (natural e do saber) e da boa convivência entre os comandos e seus coordenados.

 

O líder educador 

Autor: Sérgio D. Nievola - Administrador formado pela Universidade Federal do Paraná.

Fonte: rh.com.br 
 
Recentemente, participei de um seminário sobre Cidades Educadoras. Tema muito interessante e que me remeteu à inevitável comparação: devem ser também os líderes educadores?
As duas situações, apesar de bastante distintas, têm o mesmo objetivo: conduzir pessoas para agirem de comum acordo com objetivos determinados. Seja o prefeito ou o presidente da empresa o líder em questão, o grupo sob sua influência deve apresentar certos comportamentos, certas atitudes que o levem a atingir certos padrões de qualidade. E assim como o líder empresarial não deve aceitar colaboradores passivos, os governantes também não devem aceitar uma sociedade que não participa das decisões políticas e não exerce efetivamente sua cidadania. Impossível não comparar também, neste contexto, o pai ao empresário e ao governante. É função primordial do pai, além das tradicionais, a educação dos filhos.

Embora a mãe também seja importante neste processo, o pai (assim como os outros dois personagens) não está presente em tempo integral, fazendo com que sua autoridade tenda a ser mais respeitada. É como comparar o nosso chefe direto ao diretor ou ao presidente da empresa. Por isso, o pai - e o diretor - tem uma responsabilidade muito grande sobre as atitudes de seus filhos - e funcionários.

Partindo desse princípio, a importância que tem um pai na formação moral de seus filhos também tem o diretor na formação da cultura da empresa: é através de treinamentos técnicos (uma boa escola), mas principalmente através das atitudes corporativas (do exemplo) que os funcionários passam a se comportar de uma determinada maneira.

Querendo ou não, os líderes (assim como os pais) são a referência funcional para os subordinados. Suas atitudes e seus comportamentos vão definir a maneira como os colaboradores podem se portar. Há quem critique essa carga de responsabilidade sobre a figura do líder - que eu comparo a dizer que o pai não é responsável pela formação dos filhos! Mas - e agora vem a questão crucial - o que fazer para direcionar os comportamentos de meus colaboradores?

Depende. Alguns gerentes, diretores e presidentes não estão preocupados com seus funcionários, nem com a cultura corporativa - querem apenas o seu lucro garantido e a continuidade da empresa - e não se dão conta de que esta atitude é percebida pelos subordinados que reagem da mesma maneira, sem se importar com comportamentos ou atitudes, considerando o cliente apenas um meio para atingir seus objetivos financeiros! E, curiosamente, isso se aplica também ao setor público… Quando ocorre de gestores públicos se preocuparem com a prestação de serviços à sociedade, os servidores assimilam essa atitude e os serviços atingem padrões de qualidade comparáveis ao que há de melhor na iniciativa privada. Agora, quando a preocupação dos gestores é voltada apenas para suas vantagens pessoais, gratificações, benefícios, cargos para os amigos, o que vemos é o espetáculo da incompetência, das filas quilométricas, da burocracia sem sentido, dos processos judiciais que passam anos parados etc.

Neste sentido, o único posicionamento a ser tomado pelo gestor é comportar-se como se estivesse no ?Big Brother?: agir tendo sempre em mente que ele é o foco das atenções e consciente de que tudo que ele fizer ou falar vai repercutir na maneira como a empresa o percebe: seus valores internos vão dar o tom para toda a organização. E isso vale também para gerentes seniores, médios e juniores: cada um, dentro da sua área de influência vai transmitir aos seus subordinados a sua visão da empresa - se eu ajo com descaso com as políticas da empresa, meus subordinados tenderão a seguir os meus exemplos.

Pode parecer exagero quando digo para os gestores pensarem como se estivessem sempre sob holofotes, porém, embora não haja ?Big Brother? dentro das empresas, existe sim a “rádio corredor”, uma das responsáveis pela formação da cultura organizacional. E o que ela dissemina justamente? Comportamentos e atitudes dos administradores!

Cabe, portanto, aos gestores a responsabilidade - quer queiram, quer não - pelo direcionamento não só estratégico, mas também cultural de suas empresas (ou filhos, ou órgãos públicos). E, esse direcionamento só resultará em benefícios para todos quando eles tomarem consciência de que o rumo a ser tomado depende não só de suas orientações, palavras, ordens, mas, principalmente, de seus valores intrínsecos, valores esses que, mais cedo ou mais tarde, são percebidos pela sua equipe e dão o tom à organização.

Mulheres vítimas de tráfico de seres humanos são encontradas pela PRF

setembro 4th, 2008

Aos meus alunos/instruendos na área de Direitos Humanos e Cidadania, uma notícia mostrando como a PRF pode agir (e interagir) no combate às explorações de seres humanos, nas áreas sob nossa atribuição.

 

Fonte: Lucia Morel, com informações da assessoria - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Mato Grosso do Sul encontrou duas mulheres, de nacionalidade paraguaia em situação que caracteriza tráfico internacional de seres humanos.

Josefina Martinez Solina de 19 anos e uma adolescente de 17 foram identificadas em posto da PRF em Ponta Porã na tarde de ontem quando iam, de carona, em direção a Bataguassu. O condutor do veículo, que não teve o nome identificado, disse que apenas teria dado carona às duas.

Ao ser verificada a documentação das passageiras, foi notado pela polícia que havia fortes indícios de adulteração nos documentos e assim, depois de algumas perguntas, as duas jovens disseram aos agentes da PRF que haviam sido recrutadas por uma mulher chamada Nilva, em Pedro Juán Caballero, de onde as duas vieram.

A jovem de 19 anos contou ainda que essa mulher costuma recrutar meninas paraguaias para a prostituição e que inclusive teria enviado a irmã de Josefina à mesma cidade para qual se dirigia.

Josefina e a adolescente de 17 anos foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, onde as investigações acerca do fato devem continuar.

PM é morto ao abordar ladrões de carga em rodovia (case)

setembro 2nd, 2008

Fonte: http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?226559

O policial militar Marcos Paulo Tulino foi morto a tiros quando atendia uma ocorrência de roubo de veículo, na madrugada desta segunda-feira, em uma rodovia da região de Campinas. Segundo a polícia, a PM foi chamada para atender uma denúncia feita pelo telefone 190, no trevo entre Limeira e Cosmópolis.

O policial chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu.

Os assaltantes tentavam fazer a remoção dos produtos roubados para outro caminhão, também roubado. Quando os policiais chegaram, foram recebidos a tiros pelos bandidos, que fugiram.

O caminhoneiro, que também ficou refém dos assaltantes, conseguiu fugir durante o tiroteio. Dois funcionários da escolta, que estavam desaparecidos, foram soltos em Monte Mor. Um deles foi baleado, mas não corre risco de morte. O outro policial militar que participou da abordagem não teve ferimentos.

A estimativa da Polícia Civil é de que foram disparados mais de 20 tiros de fuzil 762 contra a viatura. A arma é de uso exclusivo do Exército. O enterro do policial Marcos Paulo Tulino será às 17h no Cemitério da Saudade, em Americana.

O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO E SUA IMPORTÂNCIA SOCIAL (artigo)

setembro 1st, 2008

As instituições policiais vêm concentrando esforços para se tornarem os institutos que a sociedade espera. Todavia, a comunidade tem necessidades implícitas, e mesmo nem todos os munícipes têm noção de suas demandas, além destas não poderem ser supridas pelo governo com suficiência, pois muitas vezes são questões amplas, mas de alcance apenas local. E para o policial, como qualquer ser humano, torna-se difícil tirar o foco de si mesmo e de suas ações, com o intuito de buscar entender as necessidades dos outros, ao interpretar fatos além de suas históricas atribuições. Sem contar que, até dias recentes, o policial tinha restrições à interação com a comunidade, pois foi doutrinado a ser antagonista social, como indivíduo pertencente a um órgão de controle social. Esse pensamento é equivocado, mas não é possível impor responsabilidades, pois isto sempre foi um problema de cultura política, na verdade. Durante o regime de exceção, as polícias foram desviadas de suas funções típicas, permitindo-se impor algumas excrescências legais, em detrimento da população. Já o povo brasileiro criou uma ojeriza sobre os organismos de segurança pública, devido a esses desvios, o que não foi superado até os dias atuais, mesmo após a implantação de vários meios de comunicação entre a polícia e a sociedade.
Porém, os tempos são outros, e a comunhão de interesses entre a polícia e o cidadão está sendo conduzida a um eixo comum. Dos anos 90 para cá, experiências com a filosofia de Polícia Comunitária vêm se tornando situações de sucesso em todo o país. No Estado de Goiás a implantação de programas de interação, envolvendo a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Guardas Municipais e outras instituições ligadas à área de segurança pública têm obtido êxito pleno, ao convidar o cidadão para participar da gestão local da segurança da comunidade, compondo dos conselhos de segurança e de reuniões participativas com as lideranças comunitárias e os responsáveis do policiamento da área envolvida.
O Policiamento Comunitário é o princípio da mediação de conflitos, onde a população terá muito dos seus problemas resolvidos imediatamente, sem sobrecarregar o sistema judiciário. No caso, o agente de segurança pública deve atender a demanda social, na medida em que ela se apresenta, dentro de uma lógica considerada de suas limitações técnicas e atribuições. O que é interessante, pois, muitas vezes, a comunidade promove reclamações que diretamente não têm nada a ver com o serviço de policiamento, mas fazem parte da segurança pública como um todo, tais como: problemas de iluminação pública, postos de saúde, limpeza urbana, além da presença de outros setores do serviço público.
Uma boa idéia para aprimorar o conhecimento sobre a filosofia de Polícia Comunitária seria admitir uma disciplina no ensino fundamental sobre o tema, com o intuito de criar uma melhor consciência pública sobre o serviço policial e de outros órgãos de segurança pública. O grande ganho disso seria uma politização das futuras gerações acerca de seus direitos e deveres no tocante à manutenção da ordem social, esclarecendo e tornando a comunidade como a verdadeira legitimadora das ações públicas.
Toda mudança é traumática, e isso ressoa amplamente. A transformação causada pelo policiamento comunitário nas regiões em que é implantada traz algumas indagações, mas os órgãos públicos estão prontos para a resolução das dúvidas e problemas, além do convencimento de como a interação com a polícia pode ser benéfica para a sociedade. E não envolve apenas a segurança pública, mas também os diversos serviços de ação governamental, nos variados níveis. Também, a divulgação por todos os meios de mídia é muito importante para o sucesso da contínua implementação da segurança comunitária. Portanto, o envolvimento das empresas de comunicação é crucial para que as instituições venham a visualizar os problemas recorrentes na comunidade, até que esta tenha plena confiança em suas instituições. E não só isso: casos de sucesso da interatividade devem ser incentivados, para que a confiança seja permanente e haja o reconhecimento de boas ações.
Reafirmo, com toda a certeza, que o policiamento comunitário é segurança pública com qualidade. A participação social é determinante para a melhoria da qualidade de vida, e isso passa por uma maior conscientização do público acerca dos seus direitos, bem como de seus deveres como cidadão, ajudando a preservar as instituições e as políticas sociais, que beneficiarão a todos.

FABIANO DA SILVA FARIA é policial rodoviário federal na 1ª SRPRF em Goiás e multiplicador da filosofia de Polícia Comunitária.

Deu no CLAUDIO HUMBERTO

agosto 31st, 2008

Abaixo, uma boa notícia, pelo menos… do site www.claudiohumberto.com.br
 

31/08/2008 | 00:00
Supremo vai julgar o Supremo

Duas ações populares vão obrigar o Supremo Tribunal Federal a julgar a súmula vinculante que editou normatizando o uso de algemas. O delegado aposentado Paulo Magalhães questiona na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul a competência do tribunal e pede anulação da súmula. E o Ministério Público no Rio Grande do Norte pediu “habeas corpus coletivo” para policiais e agentes penitenciários.

Um ferimento nem sempre significa a morte (artigo)

agosto 30th, 2008

Um ferimento nem sempre significa a morte

Fonte: http://www.fenapef.org.br/htm/com_noticias_exibe.cfm?Id=57789

por Humberto Wendling*

 
Como já se sabe, a atividade policial é perigosa por  natureza. E como a Lei de Murphy é freqüentemente  uma companheira do trabalho policial, você precisa  se  preparar  para  as  eventualidades,  inclusive  a  de  ser ferido num tiroteio. Então, se algum dia você for  ferido, as seguintes dicas podem ajudar:
 
Termine o confronto! Isso parece óbvio, mas muitos  policiais  param  de  lutar  simplesmente  porque  acham  que  foram  feridos.  Ser  atingido  é  sempre  uma possibilidade, mas essa não é a hora para você desistir. Confirme  se o  criminoso não é  mais  uma  ameaça.  Se  ele  fugiu,  fique  onde  está.  Se  ele  caiu,  observe-o  (com  sua  arma  apontada para ele). Se ele ainda se move e representa um ameaça, continue atirando – faça na  medida do necessário até que a ameaça seja interrompida.
 
Fique  alerta! Criminosos  comumente  atacam  em  bando,  por  isso  fique  atento  à  presença  de  comparsas. Verifique sua arma – sane as panes e faça a recarga por precaução. Em situações  de  estresse,  ocorre  a  diminuição  da  irrigação  sanguínea  originando  a  hipoxia  retiniana (deficiência de oxigênio nos tecidos orgânicos), o que leva ao encurtamento do campo visual de  fora  para  dentro  (perda  da  visão  periférica).  Isso  é  Visão  em  Túnel.  Olhe  à  sua  volta,  escaneando o ambiente, para compensar a diminuição do seu campo visual.
 
Proteja-se! Vá para uma posição barricada se você não fez isso antes. Não coldreie sua arma,  apenas  proteja-se.  Posições  protegidas  funcionam  como  um  grande  colete  balístico  capaz  de  oferecer proteção para todo o corpo.
 
Peça  ajuda! Respire  fundo  algumas  vezes,  chame pelo  rádio HT  ou  telefone  celular de modo  simples e direto. Diga seu posto, nome, o local onde está e que foi ferido. Esqueça os códigos e  os protocolos de comunicação (código Q, por exemplo), apenas  forneça  informações vitais de  maneira  clara. Não perca  tempo  falando  com pessoas que não  podem ajudar,  ligue  somente  para o serviço de atendimento de urgência. Confirme se o atendente entendeu as informações. A ajuda já está a caminho, então esqueça o HT e volte sua atenção para a ocorrência. 
 
Avalie  seu  estado!  Se  você  estiver  usando  um  colete  balístico,  os  impactos  nele  provocam muita dor, mas são apenas hematomas. Sem o colete, os ferimentos são mais sérios – ache-os  rápido. Ferimentos nos músculos podem não doer tanto e, às vezes, não sangram muito devido à vasoconstrição provocada pelo estresse. Se o  ferimento doer demais, provavelmente algum  osso foi quebrado – mas se calcificarão. Ferimentos na cabeça sangram em abundância, mas se você está consciente o suficiente para notar o sangramento, então o ferimento talvez não seja uma  ameaça  imediata.  Contudo,  o  impacto  grave  de  um  projétil  na  cabeça  deixará  você inconsciente.
 
Faça os primeiros socorros você mesmo! À medida que você se acalma, o sangramento tende a aumentar, assim pressione o ferimento o máximo que puder. Utilize suas mãos, sua camisa ou um  lenço –  improvise. Você  tem aproximadamente cinco  litros de sangue no seu corpo. Você pode  perder  cerca  de  20%  disso  e  ainda  permanecer  consciente.  Isso  dá  quase  um  litro  de sangue, então derrame o conteúdo de uma embalagem Tetra Pak para você  ter uma  idéia do tamanho da poça que  isso  representa. Portanto, se você não  sangrou esse  tanto, você ainda está bem. Caso contrário adicione mais compressas ao ferimento e comprima bem.
 
Realize a  respiração tática ou de combate! Inspire  lenta e profundamente pelo nariz, e expire lenta e profundamente pela boca. Isso vai oxigenar seu cérebro e dificultar o desmaio. Continue alerta! Peça ajuda novamente, e forneça dados complementares sobre sua localização.
 
Acredite  que  o  socorro  está  chegando  e  não  desista!  Quando  um  policial  é  ferido,  todos  os outros policiais correm até o local do incidente. Primeiro para prestar auxílio ao colega baleado, e segundo para  iniciar a perseguição. As unidades de  resgate provavelmente estarão no  local em  poucos minutos.  Por  isso,  enquanto  aguarda,  lembre-se  que  se  você  ainda  estiver  vivo quando  o  resgate  chegar,  suas  chances  de  sobrevivência  são  de  aproximadamente  90%.
Mantenha a respiração tática para “normalizar” os batimentos cardíacos e o nível de estresse. Para manter suas esperanças e seu moral elevado, converse pelo rádio com outro colega.
 
Compreendendo essas dicas e as revendo periodicamente, você pode lutar contra o medo e o estresse aumentando  sua probabilidade de  sobreviver à  situação  de  conflito na  qual  você  foi
ferido. 
 
Este  é um procedimento que  você deve  treinar  por  conta própria,  porque até agora nenhum treinamento de tiro inclui instruções para quando se leva um tiro ou se perde um confronto, e infelizmente muitos policiais tendem a pensar que isso nunca vai acontecer. Mas isso acontece e muito! Por isso, treine com sua arma, estude ou faça um curso de primeiros socorros porque isso pode e irá ajudá-lo um dia.
 
APF Humberto Wendling é Instrutor de Armamento e Tiro Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG - humberto.wendling@ig.com.br - (34) 3230-2031
 
Fonte: Agência Fenapef

CADÊ O SEU ORGULHO, MEU CARO PRF?

agosto 30th, 2008

 

Mais uma vez, amigos… mais uma vez, estamos sendo tratados como uma subclasse, a qual não merece esclarecimentos, nem de boa vontade. E sabem por quê pensam assim? Porque NÓS MESMOS não nos damos o devido valor, é isso. Vivemos de promessas, de falsas lideranças e de uma ilusão que ‘não, poderia ter sido pior…’ ou ‘calma, ainda vai melhorar, não tem jeito de ser pior…’ Quanta ilusão.
Estou contrariado, como todos que postam aqui - estes, sim, preocupados com o futuro da nossa Instituição PRF. Porém, até consigo ver algo positivo, nisso tudo, sabiam? será que, dessa vez, os seres inanimados que aceitam de tudo sem questionar, ou mesmo acham que ‘tá tudo tranquilo’, não vão ficar contrariados, também? Será? Será que, mesmo pensando assim, apenas em seus umbigos, não ficarão ofendidos?
Sempre dissse, aqui e em outros canais: A PRF TEM TUDO PRA SER A MELHOR POLÍCIA DO PAÍS. Disso, nunca duvidei, e reafirmo. Agora, eu sempre completei com a seguinte informação: TEMOS UM PÚBLICO INTERNO, COM ALTO NÍVEL E COMPROMETIMENTO. Essa assertiva, já não venho mantendo com muita facilidade, não… temos companheiros PRF que trabalham CONTRA a categoria, seja praticando atos ilícitos e/ou não se dedicando à causa PRF, de alguma forma. Outros, praticam o já muito difundido ’silêncio dos bons’ - e é o que mais preocupa, pois estes se tornam massa de manobra, sem consciência disso. Nesse momento de crise, como o de hoje, aparecem do nada, perguntando ‘por que, meu Deus, acontece isso com a PRF? Será que não merecemos?’ Daí, não procuram saber o que poderiam ter feito até então, para a reversão do quadro caótico que a PRF passa no atual cenário, mesmo sendo (timidamente) lembrada em seus 80 anos. Então, buscam a posição mais confortável, e adotam uma posição fatalista: ‘é, não tem jeito mesmo, isso aqui (a PRF) não vai mudar mesmo, vou continuar na minha insignificância, que é melhor pra mim…’. Muito triste.

Para terem uma idéia, consegui cooptar alguns bons colegas para tocarmos, com tutela da SENASP, um projeto-piloto de policiamento comunitário para a PRF, para que, caso seja aceito, intencionar uma implantação de uma maior interação social entre a PRF e a sociedade, tendo como meta trazer a PRF do obscurantismo social para o protagonismo cidadão, utilizando, inclusive, vários colegas PRF que já interagem, através de várias ações individualizadas ou coletivas, com a sociedade em que estão inseridos, mas sem coesão - coesão, na PRF, já pensaram? Entretanto, já adianto que estou sofrendo severas críticas internas, talvez até arriscando a levar outro CONCEITO 2, na próxima avaliação… colegas já criticam, dizendo que isso pode ‘politizar’(!) a PRF, não preservando as distâncias necessárias(!!) entre o nosso serviço e o povo. Povo? que povo, meu Deus? Onde moramos, de onde somos?

 

Enquanto pensarmos pequeno, e nos fazerem pensar pequeno, não vamos mudar. E, quando falo em mudanças, estou crente que estou falando àqueles já esclarecidos e comprometidos - com a Instituição PRF, e não apenas consigo mesmo… aos outros colegas, que praticam o silêncio dos bons, só lamento, e peço que mudem seu pensamento, para que, em curto prazo, possamos superar momentos como esse, que afetam significativamente nosso bolso e a nossa estima pessoal. E é isso que várias forças (ditas) ocultas, tanto em âmbito externo quanto interno (sim, temos sim…) preferem, pois policiais que pensam e são verdadeiramente pró-ativos, mostram-se mais exigentes, quanto à liderança e quanto às condições de trabalho. E, enquanto isso, estamos perdendo, sempre perdendo… como Instituição, e como profissionais de segurança pública.

 

Então, CADÊ SEU ORGULHO, MEU CARO PRF?

A venda de senhas do INFOSEG

agosto 29th, 2008

Com muita tristeza, indico o link abaixo, onde o SBT faz uma reportagem sobre a venda de senhas do INFOSEG, para quem quiser usar… a minha tristeza é a previsão da má utilização de uma ferramenta tão importante no dia-a-dia policial, apesar das falhas. Sinistro. E ainda deixaram, com a edição, a resposta do Sr. Secretário da SENASP, com uma saia justa, infelizmente.
 
http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=quadrilhas-vendem-acesso-a-dados-sigilosos-de-brasileiros-04023768E0A10326
 

Vamos aguardar, para ver como as autoridades irão responder a essa situação, e realmente demonstrar a prisão dessas 50 pessoas, como disse o DD. Secretário.

Mais sobre algemas… ARTIGO e CHARGE

agosto 23rd, 2008

Abaixo, o link para a charge que bem representa o problema recente, da intromissão (sim, intromissão) ENTRE os Poderes da República:

http://charges.uol.com.br/2008/08/21/cotidiano-sem-preconceito/

Agora, um artigo de um Delegado da PF, onde, com muita lucidez, explana a diferença cultural (positiva) entre povos que aceitam sistemas de policiamento, em benefício da sociedade (mesmo que, às vezes, eles errem feio…)

 

 

Algemas, “London cabs”, súmula vinculante

Fonte: Folha de São Paulo – Editoriais – 22/08/08     JORGE BARBOSA PONTES

Foi em uma viagem a Londres que pude constatar o complexo de inferioridade que a grande maioria de nós brasileiros ainda cultivamos

NELSON RODRIGUES disse, depois de ganharmos nosso primeiro título mundial de futebol, em 1958 (Suécia), que, naquele momento, o brasileiro chutava para longe, definitivamente, o vira-lata que sempre foi. Infelizmente, o genial dramaturgo não acertou o prognóstico. Vemos ainda hoje, exatos 50 anos após Bellini levantar a Jules Rimet em Estocolmo, que o nosso “vira-latismo” anda mais forte do que nunca.
Foi em uma viagem a Londres, em 2006, observando pequenos detalhes da vida cotidiana na Inglaterra, que pude constatar o complexo de inferioridade, a culpa, a vergonha e até o ridículo que a grande maioria de nós brasileiros ainda cultivamos.
Em uma visita a uma unidade da Scotland Yard, uma das mais conceituadas Polícias do planeta e que goza de prestígio pelo respeito que tem aos direitos humanos daqueles que persegue em seu dia-a-dia, observei um cartaz que dizia que seus policiais deviam algemar, indistintamente, todos os que se encontrassem em condição de preso ou detido, pois os riscos se classificariam em apenas dois tipos: os conhecidos e os desconhecidos.
Nada mais democrático, profissional e técnico. Um homem rico, um senhor de idade, uma mulher, um político, um banqueiro, um homem culto, todos têm potencial para, ao se exasperar no momento estressante da prisão, colocar a vida do policial que o conduz, a de transeuntes ou a sua própria integridade em risco.
Não há como o policial perscrutar o que se passa na cabeça de uma pessoa que acaba de ser presa. Reação violenta não é exclusividade de homens de poucos recursos e pouca cultura. Um preso por crime financeiro ou por corrupção pode reagir de forma violenta ao perceber que caiu em desgraça e que terá sua fortuna, que foi amealhada ilegalmente, congelada pelas autoridades.
Não há por que condicionar, de forma absoluta, a colocação da algema ao crime cometido, relativizando o tratamento a ser dado aos infratores de colarinho-branco. Prevalecendo o que decidiu o Supremo Tribunal Federal, as equipes da Polícia Federal deverão contar, daqui em diante, com um paranormal para ler as mentes dos conduzidos e, conforme o caso, sugerir a colocação de algemas, de forma preventiva. Preso na Inglaterra significa algemado. E não há humilhação nisso. Não há nenhum prazer especial por parte do policial em algemar nem há humilhação extra do preso por ser algemado. Uma coisa pressupõe a outra. O sujeito preso fica numa cela, e a algema é a forma daquela condição de cerceamento de liberdade continuar quando houver necessidade de translado do preso. Não algemar seria a mesma coisa que deixar a porta da cela aberta.
As cabeças colonizadas, evocando princípios humanistas, resistem ao desenvolvimento de um aparelho repressivo que alveja ricos e pobres indistintamente. Esse traço cultural forte contrasta com o mundo em que vivemos e começa a ser desafiado por uma geração de delegados, promotores e juízes que, aprovados em concursos públicos muito concorridos, conquistaram uma posição de independência crítica em defesa dos interesses da sociedade e das instituições em que atuam. Procuram tachar de tratamento indigno a colocação de algemas quando estar algemado não é indigno. A prisão, ou melhor, os motivos da prisão talvez sejam a indignidade. Daí intentarem maquiar a vergonha, a indignidade da prisão, suprimindo um dos seus mais fortes “trade marks”, as algemas, e, dessa forma, impedindo que a sociedade perceba que sua própria máscara caiu. Mas faltaria ainda uma explicação em relação ao preso sem posses. Não se levantam os tribunais em defesa da humilhação do algemado desvalido “não perigoso” porque sua humilhação já precede a prisão. Ele já é humilhado por ser pobre, por ser destituído de camisas, gravatas e abotoaduras. A algema não grita, não cria contraste quando colocada num joão-ninguém.
 

JORGE BARBOSA PONTES, 48, delegado federal, é chefe da Interpol no Brasil e assessor internacional da Polícia Federal. Atua na área de cooperação internacional desde 1992.

Quando informações internas confrontam outros dados…

agosto 23rd, 2008

Abaixo, uma reportagem da FOLHA, acerca de dados do IPEA sobre acidentes. O importante a destacar, é o negrito onde contrapõem as informações “da PRF” (sic), e que precisam, urgentemente, serem respondidos ou abrandados, para que não passemos (como Instituição PRF) a imagem de um órgão que não dispõe de dados confiáveis. Sim, também sei que alguns órgãos de imprensa não são tão confiáveis assim, mas, convenhamos, não há como inferir algum ganho para esse canal de mídia, quando apresenta dados do IPEA (um órgão sério, apesar da tendência ideológica de esquerda que ainda vige em seu seio…).

Sobre a resposta do DNIT, dizendo que nossas rodovias federais cumprem as normas de segurança, tenho argumentos que para indicar o contrário. Recentemente, participei de um curso no próprio DNIT, onde ficou latente que as normas da ABNT (regras normativas que indicam a excelência e qualidade, em métodos específicos e científicos) não são aplicadas na maioria das estradas no Brasil, ficando apenas de fácil constatação sua aplicação nas rodovias pedagiadas, ou da região Sudeste. Alguém se habilita a provar ao contrário?

 

Rodovias inadequadas provocam acidentes com mortos e feridos, diz Ipea

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u436895.shtml

Acidentes em rodovias federais não são causados apenas pela má conservação das vias, mas também por características originais das estradas, como falta de passarelas e curvas mal projetadas.

A conclusão é de estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) concluído em julho, que analisou locais de acidentes e fez pesquisas de campo em duas rodovias - a BR-116, em São Paulo, e a BR-324, na Bahia.

Apesar de não quantificar as causas dos acidentes, o estudo “Fatores condicionantes da gravidade dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras” contrasta, por exemplo, com dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que apontam que apenas 1,82% dos 128 mil acidentes em estradas federais em 2007 foram causados por problemas nas vias.

Uma das medidas apontadas pelos pesquisadores do Ipea como forma de reduzir mortes e ferimentos nas rodovias é a análise das características geométricas das curvas, para eventuais correções em obras.

O estudo defende a adoção de soluções de baixo custo para evitar atropelamentos, como reforço na sinalização. Aponta ainda que acidentes com pedestres representaram 3,6% do total de ocorrências em rodovias federais de julho de 2004 a julho de 2005, mas responderam por 19,1% das mortes.

O Ipea também cita como modelo a ser seguido pelo Brasil a experiência da Europa, que criou programa para mapear áreas de risco em estradas. Para o instituto, a medida ajudaria a evitar colisões traseiras e laterais e saídas de pista, responsáveis por 40% dos feridos em acidentes entre 2004 e 2005.

O Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) diz que as rodovias brasileiras são adequadas, pois seguem normas técnicas de engenharia.

De acordo com o coordenador de operações do órgão, João Batista Neto, acidentes são causados sobretudo por imprudência de motoristas e pedestres.

Berretta afirmou que o Dnit finalizará até dezembro um levantamento de pontos críticos nas rodovias federais. A partir dos dados, disse, o órgão sugerirá à PRF reforço do policiamento, providenciará a colocação de placas e, em último caso, fará obras de melhoria.

O consórcio Autopista Régis Bittencourt, que administra a BR-116, disse que vai fazer um estudo detalhado de todas as curvas da estrada para definir medidas para melhorar a segurança dos usuários.